Categoria: Ídolos do Passado

  • Morre a atriz Theresa Amayo, aos 88 anos

    Morre a atriz Theresa Amayo, aos 88 anos

    Morreu nesta segunda-feira (24), a atriz Theresa Amayo, que tinha 88 anos. A veterana vinha enfrentando um câncer e faleceu em sua casa, no bairro das Laranjeiras, no Rio de Janeiro. O comunicado que noticiou o falecimento foi veiculado no Instagram da atriz.

    Theresa Amayo era uma das mais veteranas atrizes ainda em atividade no Brasil. Com uma carreira extensa que começou ainda na década de 50, a atriz atuou em diversas produções para a TV e o cinema nacional.

    Dentre as atuações que fez no cinema, Theresa participou dos filmes O Diamante (1955) e O Fuzileiro do Amor (1957). Nas décadas seguintes a artista começou a fazer novelas e atuou em muitos folhetins, principalmente na TV Globo. Alguns deles são O Rei dos Ciganos (1966), A Rainha Louca (1967), Sangue e Areia (1968), A Última Valsa, Pecado Capital e Roque Santeiro, todas de 1975, Senhora do Destino (2004) e Flor do Caribe (2013).

    Veja o que disse o comunicado oficial, postado no Instagram de Theresa Amayo:

    “É com profunda tristeza que informamos o falecimento da nossa querida amiga, a atriz Theresa Amayo, aos 88 anos, ocorrido nessa madrugada por volta das 4h30 da manhã em sua residência em Laranjeiras, após perder uma batalha contra o câncer. Theresa deixa dois filhos e uma neta. A família ainda não informou o horário do velório e do sepultamento.

    Toda a equipe que compõe o Revista dos Famosos estende suas sinceras condolências a familiares, amigos e fãs da atriz Theresa Amayo.

  • Morre a cantora Elza Soares, aos 91 anos, no Rio de Janeiro

    Morre a cantora Elza Soares, aos 91 anos, no Rio de Janeiro

    Morreu no meio da tarde desta quinta-feira (20), a cantora e compositora Elza Soares, de 91 anos. A morte foi anunciada por um comunicado oficial da assessoria de imprensa da cantora, que lamentou a morte da artista.

    Elza Soares é considerada uma das maiores vozes da história da música brasileira. Com mais de 60 anos de carreira, a cantora acumulou premiações e reconhecimentos ao longo da vida. O ápice da carreira de Elza, que teve início em 1960, se deu em 1999 quando a cantora recebeu o título de cantora brasileira do milênio, pela BBC de Londres, um dos maiores conglomerados de empresas de comunicação do mundo.

    Um exemplo típico da realidade sofrida por muitos brasileiros, Elza Soares sofreu muito no início da vida. Aos 12 anos, foi obrigada a se casar com Lourdes Antônio Soares, conhecido como Alaordes. Os primeiros anos do casamento foram marcados por violência física e sexual.

    Como se já não bastasse, Elza foi mãe pela primeira vez aos 13 anos e teve que ver o segundo filho, que deu à luz com pouco mais de 14 anos de idade, morrer de inanição (fome). Por causa da cruel realidade, a diva precisou trabalhar em uma fábrica de sabão como encaixotadora.

    Apesar da situação difícil, Elza não abandonou o sonho de ser cantora e compositora e em 1953 se inscreveu para o programa Calouros em Desfile, de Ary Barroso, na extinta TV Tupi. A partir dali Elza Soares ganhou cada vez mais notoriedade e em 1960 emplacou a sua primeira turnê internacional.

    Em toda a sua carreira, Elza lançou mais de 40 discos e visitou vários países, encantando estrangeiros com a sua voz inconfundível. O seu último disco, lançado 2019 e intitulado “Planeta Fome”, faz uma alusão a uma frase icônica proferida no início da sua carreira.

    Em uma das suas primeiras aparições na TV, ainda no programa Calouros em Desfile, Ary Barroso perguntou de que planeta Elza Soares teria vindo. “Do mesmo planeta que o senhor, seu Ary. Do planeta fome”, prontamente respondeu aquela que viria a ser uma das maiores divas da música brasileira.

    Elza Soares e Mané Garrincha

    Entre 1962 e 1982, a cantora foi casada com Mané Garrincha, um dos maiores craques da história do futebol brasileiro. A relação começou como um romance proibido, quando Garrincha ainda era casado e Elza namorava. O resultado foi um casamento que aconteceu em 1966, após o fim dos relacionamentos anteriores de ambos.

    O casamento entre o jogador de futebol e a artista foi conturbado e complicado, mas só teve um fim real com a morte de Garrincha, em 1983. Inclusive, a morte de Elza Soares aconteceu em um 20 de janeiro, mesma data do falecimento daquele que ela dizia ter sido o grande e verdadeiro amor da sua vida.

    Veja o comunicado do falecimento de Elza Soares na íntegra:

    “É com muita tristeza e pesar que informamos o falecimento da cantora e compositora Elza Soares, aos 91 anos, às 15 horas e 45 minutos (da quinta, 20) em sua casa, no Rio de Janeiro, por causas naturais.”

    “Ícone da música brasileira, considerada uma das maiores artistas do mundo, a cantora eleita como a Voz do Milênio teve uma vida apoteótica, intensa, que emocionou o mundo com sua voz, sua força e sua determinação. A amada e eterna Elza descansou, mas estará sempre na história da música e em nossos corações e dos milhares de fãs por todo o mundo. Feita a vontade de Elza Soares, ela cantou até o fim.”

    Toda a equipe que compõe o Revista dos Famosos estende suas sinceras condolências a familiares, amigos e fãs da cantora e compositora Elza Soares.

  • Morre Ivanildo Gomes Nogueira, o Batoré, aos 61 anos

    Morre Ivanildo Gomes Nogueira, o Batoré, aos 61 anos

    Morreu nesta segunda-feira (10), o humorista e ator Ivanildo Gomes Nogueira, mais conhecido como Batoré. Nacionalmente famoso pela sua participação no programa A Praça É Nossa, do SBT, Batoré, que estava com 61 anos de idade, veio a óbito devido a um câncer.

    Em comunicado enviado ao portal Notícias da TV, a prefeitura de São Paulo confirmou o ocorrido. “A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), lamenta informar que o paciente Ivanildo Gomes Nogueira, o Batoré, faleceu nesta segunda-feira (10) na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Pirituba. Os devidos esclarecimentos médicos foram repassados à família”, informou a nota.

    Batoré “estourou” em todo o país com a sua performance em A Praça É Nossa, programa semanal apresentado até hoje por Carlos Alberto de Nóbrega. O artista entrou no programa do SBT na década de 1990 e saiu em 2003, numa situação um tanto quanto conturbada. Em decorrência dos fatos, Ivanildo ficou sem falar com Carlos Alberto por mais de 15 anos.

    Em entrevista concedida ao programa Domingo Espetacular, da Record TV, Ivanildo Gomes Nogueira contou a origem do nome Batoré. “Era viciado em ler gibis. Então, peguei o ‘Ba’ do Batman, ‘To’ do Thor e ‘Ré’ de ‘rédiculo’, aí ficou Batoré. Depois de três anos e meio, quando o personagem estava estourado, aí fui me lembrar que batoré é a forma como chamamos os baixinhos no Nordeste”, explicou o humorista.

    Enquanto esteve afastado do SBT, Ivanildo fez uma participação na novela Velho Chico (2016), da Globo, onde interpretou o personagem delegado Queiroz. Três anos depois, em 2019, Batoré voltou à emissora de Silvio Santos para integrar mais uma vez A Praça É Nossa.

    Em uma polêmica recente, Ivanildo Gomes Nogueira foi processado por Antônia Fontenelle. A apresentadora pediu uma indenização de R$ 110 mil por danos morais, uma retratação pública e a exclusão de um vídeo no qual ela era chamada de “rapariga” e ameaçada de agressão física por Batoré.

    Batoré também se envolveu na política. Durante a pausa que deu em sua carreira como humorista, Ivanildo foi eleito vereador pelo Partido Progressista (PP-Progressistas) de Mauá, cidade localizada na Grande São Paulo.

    O SBT, emissora onde Batoré esteve por praticamente toda a sua carreira, emitiu uma nota de pesar pelo falecimento do humorista. Confira a íntegra:

    É com profundo pesar que o SBT lamenta o falecimento de Ivan Gomes, o Batoré, nesta segunda-feira (10), em decorrência de complicações causadas por um câncer. Ele estava internado na Unidade de Pronto Atendimento de Pirituba, zona oeste de São Paulo.

    Pernambucano da cidade de Serra Talhada, Ivan sonhava em ser jogador de futebol, mas a veia cômica falou mais alto e, com o talento nato, fazia sucesso em pequenas apresentações na cidade de São Paulo.

    A oportunidade na televisão veio com um número criado por ele: Gol em Câmera Lenta, que apresentou nos programas Viva a Noite e Show de Calouros. Logo, encontrou uma oportunidade para fazer figuração em A Praça É Nossa, no final dos anos 1980, como o garçom do bar lateral que compunha o cenário do humorístico.

    Em 1993, mostrou para Carlos Alberto de Nóbrega um personagem criado por ele, o Batoré, um singelo e pacato sertanejo que contava causos de sua vida em São Paulo, com sua peculiar camisa florida, o tênis azul e cabelos bem penteados. O bordão ‘ah, para, ô’ exaltava o momento mais divertido de suas histórias.

    O sucesso veio a partir das primeiras aparições, e quase 30 anos depois, continuava em alta fazendo shows e participações em todo o país. O personagem também gravou um disco com a música-tema, Você Pensa que É Bonito Ser Feio?

    Como ator, Ivan também esteve na primeira temporada de Cine Holliúdy e na novela Velho Chico, ambas da TV Globo, fez humorísticos na Record e participou da série Os Exterminadores do Além, ao lado de Danilo Gentili, veiculado pelo SBT em 2021, tendo sido este seu último trabalho na TV.

    O SBT se solidariza com a família de Ivan, que deixa os filhos Ivann e Alexandra, com todo o público que sempre aplaudiu Batoré, e com seus colegas e amigos de A Praça É Nossa, e pede a Deus que os conforte neste momento difícil.”

    Toda a equipe que compõe o Revista dos Famosos estende suas sinceras condolências a familiares, amigos e fãs de Ivanildo Gomes Nogueira, o eterno Batoré.

  • Morre Sidney Poitier, o primeiro ator negro a ganhar o Oscar

    Morre Sidney Poitier, o primeiro ator negro a ganhar o Oscar

    O icônico ator norte-americano Sidney Poitier, faleceu nesta sexta-feira (7) nas Bahamas, aos 94 anos. A notícia da morte foi divulgada pelo ministro das Relações Exteriores do país caribenho, Fred Mitchell. Contudo, o oficial não disse de quê Poitier morreu.

    Sidney Poitier foi o primeiro ator negro a ganhar o Oscar de melhor ator, em uma das duas ocasiões em que foi indicado ao prêmio. Além disso, o artista também era conhecido por seu ativismo pelos direitos das pessoas negras.

    O Oscar que o astro do cinema ganhou, na premiação de 1964, foi por causa da sua atuação no filme Uma Voz nas Sombras (1963). Anos antes ele tinha sido indicado por seu papel em Acorrentados (1958), mas acabou perdendo a estatueta.

    Poitier ficou marcado na história de Hollywood por causa da sua atuação em várias produções, sobretudo na década de 1960. O ator trabalhou em filmes como No Calor da Noite (1967), Adivinhe Quem Vem Para Jantar (1967), O Sol Tornará a Brilhar (1961) e Ao Mestre, Com Carinho (1967).

    Por causa da fama, Sidney Poitier levantou a voz em defesa dos direitos humanos e no combate a abusos sofridos por homens e mulheres negras. Em 2002 o ator chegou a ganhar o prêmio honorário da Academia que fornece o Oscar por ter contribuído muito com as artes e o cinema ao longo da carreira.

    A ascensão de Sidney Poitier abriu os olhos da indústria cinematográfica dos Estados Unidos para o imenso potencial de atores negros. A partir dele, vários atores e atrizes da etnia se destacaram em Hollywood.

    “Fiz filmes quando o único outro negro no local era o engraxate, como era o caso da MGM. Eu era o único cara preto na turma”, disse Poitier em entrevista concedida à revista Newsweek e publicada em 1988.

    Sidney Poitier nasceu em Miami, no ano de 1927, mas foi criado nas Bahamas. Aos 15 anos de idade, o ator se mudou para Nova York. O astro se formou na área da dramaturgia na companhia North American Negro Theatre, fazendo a sua estreia em produções no ano de 1948. Ao longo da carreira Poitier participou de mais de 40 filmes.

  • Marcos Oliveira, o Beiçola de A Grande Família, passa por internação

    Marcos Oliveira, o Beiçola de A Grande Família, passa por internação

    O ator Marcos Oliveira, de 69 anos, que interpretou o inesquecível Beiçola de A Grande Família, foi internado no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Rio de Janeiro.

    Segundo reportagem do portal Notícias da TV, que confirmou a internação, o ator foi internado após ter passado por uma triagem na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Botafogo, também no Rio.

    De acordo com boletins divulgados pelo hospital, Marcos Oliveira apresenta um quadro de saúde estável, mas continuará internado em observação médica. “Beiçola” afirmou que procurou o pronto atendimento ao ter dificuldades para urinar. “Está tudo bem agora”, tranquilizou o ator.

    A colunista Fábia Oliveira, do portal Em Off, informou que Marcos Oliveira estava sozinho quando deu entrada na UPA e parecia visivelmente debilitado. Da emergência o ator foi encaminhado para o setor de urologia e depois transferido para o Souza Aguiar.

    “Beiçola” passou por alguns problemas recentemente

    No ano passado Marcos Oliveira teve um princípio de infarto, mas felizmente conseguiu fazer a cirurgia de cateterismo a tempo e teve a saúde prontamente restabelecida.

    Oliveira ficou sem renda durante a pandemia, mas uma vaquinha online organizada por fãs conseguiu arrecadar ao todo R$ 51 mil em doações. O valor foi usado no sustento do ator durante o período.

    O intérprete do eterno Beiçola tem tido problemas financeiros desde que perdeu o contrato fixo com a Globo, depois de mais de uma década trabalhando em A Grande Família.

    O último trabalho de Marcos Oliveira na Globo foi um papel na novela Deus Salve o Rei (2018). No Multishow, o ator participou da terceira temporada da série O Dono do Lar, que foi ao ar em 2020.

  • Jorge Lafond: conheça a história por trás da personagem Vera Verão

    Jorge Lafond: conheça a história por trás da personagem Vera Verão

    Com certeza você já ouviu falar de Vera Verão, uma personagem que divertiu o público no programa humorístico “A Praça é Nossa“, apresentado há muitos anos por Carlos Alberto de Nóbrega no SBT.

    Mas, você conhece a história por trás da personagem e sabe quem é Jorge Lafond, o seu intérprete?

    Neste artigo você terá um resumo da vida e obra desse artista talentoso que infelizmente já nos deixou.

    Confira!

    Origem

    Nascido em Nilópolis, Rio de Janeiro, em 29 de março de 1952, Jorge Luiz de Souza Lima, o Jorge Lafond, era filho de uma telefonista e de um bombeiro.

    Ainda criança, os pais de Lafond se separaram e, com isso, a mãe daquele que viria a interpretar a inesquecível Vera Verão o criou sozinha, no bairro da Penha, no Rio de Janeiro.

    “A batalha dessa mulher comigo foi tão grande que, graças a Deus, eu posso te dizer que eu pude dar um pouco de conforto a ela. Já fazem sete anos que ela me deixou, e eu poderia dar muito mais hoje”, disse Jorge em uma entrevista concedida à jornalista Marília Gabriela, quando perguntado sobre sua mãe.

    O primeiro emprego de Jorge foi em uma oficina mecânica, quando o artista tinha apenas nove anos de idade. “Na realidade com sete anos uma criança não faz nada, né? Fazia aqueles trabalhos leves mesmo”, comentou Lafond sobre esse fato.

    Segundo o próprio artista, desde criança ele já tinha consciência de que era homossexual. “Aos seis anos de idade eu já sabia que era diferente dos outros meninos”, disse.

    Jorge Lafond perdeu a sua mãe quando já era famoso, por causa de uma negligência médica. Quando perguntado por Marília Gabriela sobre a causa da morte da sua mãe, Lafond respondeu: “Mamãe? Negligência médica”.

    A morte da genitora do artista ocorreu após uma lavagem intestinal. Ela havia tomado medicações erradas, precisou passar pelo procedimento e teve um dos pulmões perfurado durante a lavagem. Após 21 dias desse erro crasso e de internação em uma UTI, a mãe de “Vera Verão” morreu.

    A carreira

    Segundo o próprio Jorge, o sobrenome artístico “Lafond”, foi uma homenagem à atriz Monique Lafond.

    A carreira de Jorge Lafond começou aos 17 anos, como bailarino. O artista era formado em Balé Clássico e Dança Africana.

    Um dos primeiros trabalhos de Lafond foi se apresentar no balé do Fantástico e, no prosseguimento da sua carreira, o “Vera Verão” fez parte da Companhia de Dança de Aroldo Costa, se apresentando até mesmo fora do país, na Europa e nos EUA.

    Na televisão, a trajetória de Jorge Lafond começou em 1981 no programa “Viva o Gordo”, na Globo. Já o primeiro papel do artista foi na novela Sassaricando, em 1987 e também na Globo, onde Lafond deu vida ao personagem Bob Bacall.

    Em 1991 Jorge Lafond fez uma ponta em “Os Trapalhões” como o Soldado Divino, primo de Mussum. No ano seguinte, 1992, Lafond começou a sua trajetória como a eterna Vera Verão, no programa A Praça é Nossa, no SBT, onde passou 10 anos.

    Além de se apresentar semanalmente na “Praça”, Vera Verão, a personagem de Jorge, fazia entrevistas no Piscinão de Ramos, no Rio de Janeiro, que eram reproduzidas no programa Domingo Legal.

    Durante os seus 31 anos de carreira, Jorge Lafond fez diversos trabalhos para a TV e cerca de 6 filmes.

    Curiosidades sobre Jorge Lafond (Vera Verão)

    A religião seguida por Jorge era o candomblé, um rito de origem africana muito comum na Bahia.

    Indo no sentido da sua crença, Jorge Lafond dizia que Vera Verão não era um personagem apenas, mas sim um espírito que “baixava” nele e tomava seu corpo. “Na realidade a Vera Verão não é uma personagem, é uma entidade. É um espírito, um presente meu com a minha espiritualidade, que eu pude trazê-la pra dentro da televisão”, comentou Lafond quando perguntado por Marília Gabriela sobre a sua mais famosa personagem.

    Jorge Lafond era, além de ator, comediante e bailarino, um empresário do ramo do entretenimento. O artista era proprietário do grupo de pagode “É Demais”.

    Em 1999 Lafond lançou a sua autobiografia, intitulada “Bofes e Babados”. “Eu queria colocar no livro as coisas que eu sempre falei em entrevistas aos jornais, pensei que seriam publicadas e isso nunca aconteceu”, disse Jorge sobre a obra.

    Segundo o intérprete de Vera Verão, ele teve, por vários anos, um relacionamento com um jogador de futebol que era titular da Seleção Brasileira, era casado e tinha filhos. Jorge Lafond jamais revelou o nome do atleta que, ainda segundo ele, era um homem branco.

    Vale lembrar do momento em que Jorge Lafond foi, travestido de Vera Verão, rainha de Escola de Samba no Carnaval do Rio de Janeiro. Em dado momento o artista desfilou completamente nu em uma apresentação da festa popular.

    Jorge Lafond vs. Padre Marcelo Rossi

    Em 2002 o artista se envolveu em uma “treta” com o padre Marcelo Rossi. Na ocasião, Jorge Lafond relata que foi informado por uma pessoa da produção do Domingo Legal de que precisaria se retirar do palco do programa, colocar uma roupa masculina e só então voltar ao programa, pois o religioso entraria no ar.

    “Eu tava fazendo o programa do Gugu numa boa, logo depois eu recebi a surpresa de que o padre ia entrar e rezar maravilhosamente bem, e foi quando teve a entrada do padre Marcelo Rossi. Mas eu não sei porque cargas d’águas viraram para mim e falaram assim: ‘Lafond, tira essa roupa e coloca uma roupa de homem, e depois você volta.’ Eu falei assim: ‘Ué? Tá bom!’, fui em sentido ao camarim e não troquei porque eu não tinha roupa de homem, só tinha roupa de mulher. Simplesmente, quando o padre se retirou eu voltei à cena”, relatou Lafond.

    O artista disse ainda que se magoou muito com a situação. No entanto, o Marcelo Rossi disse que nunca havia pedido isso e que não tinha qualquer preconceito contra Jorge Lafond e a sua personagem.

    O fim do icônico artista Vera Verão

    No dia 11 de janeiro de 2003, depois de ser internado várias vezes por causa de crises renais e de hipertensão, Jorge Lafond sofreu um infarto e veio a óbito. O boletim médico declarou que a causa da morte foi um infarto fulminante seguido de falência múltipla dos órgãos.

    Lafond tinha apenas 50 anos de idade e foi enterrado no cemitério do Irajá, no Rio de Janeiro. Milhares de pessoas foram acompanhar o enterro e prestar as suas últimas homenagens ao artista.

    Jorge Lafond tinha o desejo de ser enterrado junto com as suas jóias, avaliadas em dez mil reais, e assim foi feito.

    15 anos depois, em 2018, o advogado do artista relatou que os seus restos mortais haviam desaparecido do cemitério e exigia respostas das autoridades. As investigações sobre o caso bizarro continuam e permanecem em sigilo.

    Esse foi um resumo sobre a vida e obra de Jorge Lafond.

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  • Reginaldo Rossi: conheça a história do Rei do Brega

    Reginaldo Rossi: conheça a história do Rei do Brega

    Conhecido por cantar músicas que animavam os bares e as chamadas festas “brega”, o cantor Reginaldo Rossi, um pernambucano de voz icônica, é amado por milhões de brasileiros mesmo depois da sua morte.

    Dono de um carisma inigualável e um repertório de dar inveja, contendo muitas músicas autorais, Reginaldo é um dos maiores cantores brasileiros de todos os tempos.

    Continue lendo e conheça alguns detalhes da sua vida e obra.

    Origem de Reginaldo Rossi

    Reginaldo Rodrigues dos Santos nasceu em Recife (PE), em 17 de fevereiro de 1943.

    Assim como muitos famosos, Reginaldo teve origem humilde. “Eu nunca passei fome, minha família sempre trabalhou, mas éramos pobres”, relatou Reginaldo Rossi ao ser perguntado sobre a sua origem.

    Antes de se tornar cantor, Reginaldo cursou Engenharia Civil por quatro anos e até deu aulas de matemática em escolas da rede pública de Recife. “Eu comecei a fazer curso superior e eu gosto de aritmética, e gosto de trigonometria”, disse Reginaldo ao ser perguntado sobre esse detalhe inusitado da sua vida.

    A carreira do Rei do Brega

    O estilo de Reginaldo Rossi era muito inspirado em Elvis Presley e nos Beatles, de quem ele era muito fã. Uma prova disso é o início da carreira do cantor, que se deu em pequenos shows de rock em boates recifenses.

    Em 1964 ele formou um grupo juntamente com amigos, chamado “The Silver Jets”. No ano seguinte, Reginaldo iniciou a sua carreira solo com o lançamento do primeiro disco, e emplacou o seu primeiro sucesso, a música “O Pão”.

    Nos anos seguintes Reginaldo Rossi começou a integrar a Jovem Guarda e até abria os shows de Roberto Carlos. Contudo, a partir de 1970 o cantor mudou o seu estilo e começou a cantar o famoso brega.

    Convidado a definir os motivos para tal mudança, Reginaldo disse que “música é música”. “Música não tem esse negócio nem de brega nem de chique. Eu gosto de Beethoven, de Mozart, e gosto de Waldick Soriano”, declarou Reginaldo em uma entrevista concedida.

    No início da sua carreira Reginaldo Rossi fazia sucesso apenas no nordeste, mas em 1987 ele lançou a música “Garçom”, o seu maior sucesso, que explodiu em todo o país e o lançou para outros locais do Brasil.

    Relembre cinco, dentre os maiores sucessos de Reginaldo Rossi:

    Garçom;

    O Pão;

    Mona amour, meu bem, ma femme;

    A Raposa e as Uvas;

    Tão Sofrido;

    Leviana;

    O números da carreira do Rei do Brega

    Em toda a sua carreira Reginaldo ganhou diversos prêmios por seu êxito musical. Foram eles: 14 discos de Ouro, 2 discos de Platina, 1 disco duplo de Platina e 1 disco duplo de Diamante.

    Além disso, estima-se que Reginaldo Rossi tenha vendido, ao todo, 20 milhões de discos.

    Reginaldo na política

    Em 2008 o cantor se aventurou na política, concorrendo ao cargo de vereador pelo município de Jaboatão dos Guararapes. Porém, Reginaldo não conseguiu se eleger, tendo sido votado por apenas 717 eleitores na época.

    Já em 2010, na eleição seguinte, ele tentou novamente, dessa vez concorrendo a uma vaga de Deputado Estadual por Pernambuco. Na ocasião, Reginaldo Rossi conseguiu pouco menos de 15 mil votos, o que foi insuficiente para a sua eleição.

    Religião

    Quando perguntado sobre qual religião lhe arrebatara o coração, Reginaldo respondeu: “Deus, somente Deus”.

    Fatos curiosos sobre Reginaldo

    Segundo o próprio Reginaldo, ele tinha uma alimentação desregrada, comendo muito pouco. “Eu como muito pouco. Eu não gosto de comer. Tenho preguiça de sentar para comer. Eu não como quase nada, eu como arroz, feijão e abacaxi (…) Nada de regime, às vezes eu passo uma semana sem almoçar. Nem me lembro que tinha que almoçar”, declarou Reginaldo em uma entrevista.

    Outro fato marcante sobre Reginaldo Rossi era o seu vício em cigarro e jogos de azar. “Eu tomo um cafezinho a cada dois minutos, e um cigarro também. Já no final de semana é Whisky mesmo, do bom”, declarou Reginaldo.

    “Eu sou do tempo que galã fumava, não é? Pronto, aí eu queria ser um galã. Nunca senti problema nenhum, e acho que no dia que eu sentir talvez eu pare. Eu tinha até vontade de parar, mas como eu não sinto nada, não parei”, disse Reginaldo Rossi sobre o vício em cigarro.

    Por causa do vício na jogatina, Reginaldo não conseguiu acumular patrimônio. Segundo a sua família, ele não deixou dinheiro algum como herança. “Meu pai como administrador era péssimo, ele só sabia cantar”, disse Roberto Rossi, filho de Reginaldo.

    A morte do primeiro e único Rei do Brega

    Reginaldo Rossi faleceu no dia 20 de dezembro de 2013 aos 70 anos, apenas 11 dias depois de ser diagnosticado com câncer no pulmão.

    Ainda segundo o filho de Reginaldo, Roberto, em entrevista ao apresentador Geraldo Luís, por causa da situação financeira precária, todas as despesas com o funeral do cantor foram doadas por outras pessoas. “A gente ganhou o jazigo e todo o funeral. Tudo, tudo, tudo”, contou Roberto.

    Apenas oito meses após a morte de Reginaldo Rossi, a sua esposa Celeide, de 67 anos, também morreu. Segundo Roberto Rossi, a sua mãe, que tinha problemas no coração, morreu de saudades.

    Essa é a história de vida e morte do Rei do Brega.

  • Especial de Roberto Carlos voltará este ano, diz Globo

    Especial de Roberto Carlos voltará este ano, diz Globo

    Segundo informações veiculadas pelo jornal O Globo, o tradicional especial de fim de ano do cantor Roberto Carlos, voltará à grade de programação da emissora carioca esse ano.

    Ainda segundo o jornal, as gravações do show acontecerão em dois dias, ainda a serem confirmados, na segunda quinzena de novembro.

    Participações especiais estão programadas para acontecer, como é de costume nos especiais de Roberto Carlos.

    Nomes consagrados como Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil e Maria Bethânia estão cotados para aparecer ao lado do rei no show.

    O cancelamento do especial em 2020 se deu por causa da pandemia de Covid-19.

    No lugar de um show inédito, a Globo reprisou uma apresentação que Roberto Carlos havia feito em Jerusalém.

    Tendo estreado em 1974, o especial do rei só havia sido cancelado em uma única ocasião.

    O motivo, foi o agravamento do estado de saúde da esposa de Roberto, Maria Rita, que estava com câncer de útero e infelizmente veio a falecer ainda em 1999.