Autor: Redação

  • Luana Piovani detona Pedro Scooby por causa de pensão

    Luana Piovani detona Pedro Scooby por causa de pensão

    Nesta segunda (2), a atriz Luana Piovani usou as suas redes sociais para desabafar contra o surfista e ex-BBB Pedro Scooby, ex-marido com quem ela tem três filhos. Segundo a artista, o ex não quer pagar os valores combinados para pensão alimentícia das crianças. Luana e Scooby são pais de Dom, de 10 anos, e dos gêmeos Bem e Liz, que têm 7.

    Em um trecho do seu desabafo, Luana reclama que Pedro está pensando em pagar apenas o que ele acha justo. “Claro que amanhã, que é o dia que o Pedro tem que depositar 50% das custas dos nossos filhos, ele esperou agora para dizer que vai pagar o que ele acha justo. Olha que ótimo. Ele tira da pensão alimentícia o valor do aluguel, ou seja, ele veio para Portugal comigo, escolheu esta casa comigo, moro aqui com meus três filhos, mas ele acha que quem tem que arcar com o aluguel sou eu”, reclamou ela.

    A atriz disse também que existem outros valores envolvidos na criação dos filhos que precisam ser divididos pelo casal igualmente. “A menina que trabalha em casa só trabalha até 16h, eu sou uma patroa coerente. Quando ela sai, chega a outra. Eu chego do meu trabalho 20h, alguém tem que ficar em casa com as crianças. Ele acha que não precisa pagar tudo isso”, disparou.

    No prosseguimento da sua fala, Luana Piovani pontuou a possibilidade de Scooby pedir a guarda dos filhos, mas que acha improvável que isso se concretize. “Ele vai contratar um advogado que vai sugerir: ‘Você está apto a tirar a guarda das crianças da Luana’. Eu não acho que o Pedro seja apto para criar os meus filhos mais o dele recém-nascido. Eu acho que ele precisa de mim. A gente vai ver como vai ser isso. Resta saber se, além do Dom, os outros meninos vão querer ir”, questionou.

    Antes de finalizar a sua fala, Piovani ainda insinuou que Pedro Scooby não está apto a dar uma boa educação aos filhos do casal. “Ele fala errado, ele não lê, ele não prioriza isso. Ele prioriza a vida irada dele porque a gente não sabe quando vai morrer. Pedro já quis tirar o Dom da escola porque acha que o homeschooling é muito fácil. E eu bato o pé”, disse ela.

    Pedro Scooby se pronunciou

    Ao ser confrontado por Luana Piovani, Scooby decidiu se pronunciar sobre as acusações e reclamações da ex-mulher. Sucinto nas suas palavras, o surfista disse não ser a favor de bate-boca na internet. “Meus filhos são minha prioridade, e eles sempre estarão acima de tudo. Não sou a favor desse bate-boca na internet e seguirei preservando a privacidade deles. Obrigado”, disse.

    Além dos três filhos com Luana Piovani, Pedro Scooby tornou-se pai pela quarta vez com o nascimento de Aurora, que é fruto do seu relacionamento com a modelo e atriz Cintia Dicker.

  • Começa o velório de Pelé na Vila Belmiro

    Começa o velório de Pelé na Vila Belmiro

    Começou nesta segunda-feira (2) o velório de Edson Arantes do Nascimento, conhecido mundialmente como Pelé, o maior jogador de futebol de todos os tempos. O caixão do Rei foi posicionado no centro do gramado da Vila Belmiro, o estádio do Santos Futebol Clube, equipe onde Pelé atuou por 18 anos e fez história no futebol brasileiro e mundial.

    O velório está aberto à visitação do público e já começou a receber diversas personalidades e autoridades do mundo do futebol e de fora dele. A viúva de Pelé, Márcia Aoki, e alguns dos filhos do Rei, como o também ex-jogador Edinho, já chegaram ao local para acompanhar as últimas homenagens ao lendário camisa 10 do Santos e da Seleção Brasileira. Dentre os visitantes ilustres que já chegaram à Vila Belmiro estão o presidente da FIFA, Gianni Infantino.

    Segundo informações preliminares, o velório se estenderá até as 10h da quarta-feira (3), quando terá início um cortejo que percorrerá as principais ruas de Santos antes do sepultamento de Pelé, no Memorial Necrópole Ecumênica.

    A morte do Rei

    Pelé faleceu na última quinta-feira (29), aos 82 anos, vítima de um câncer de cólon contra o qual lutou por quase dois anos. O Rei estava internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo.

    Em nota emitida na tarde de quinta, o hospital informou o trágico falecimento. “O Hospital Israelita Albert Einstein confirma com pesar o falecimento de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, no dia de hoje, 29 de dezembro de 2022, às 15h27, em decorrência da falência de múltiplos órgãos, resultado da progressão do câncer de cólon associado à sua condição clínica prévia. O Hospital Israelita Albert Einstein se solidariza com a família e todos que sofrem com a perda do nosso querido Rei do Futebol.”, disse o documento.

    Pouco tempo depois, o perfil oficial de Pelé no Instagram também confirmou a morte do ídolo. “A inspiração e o amor marcaram a jornada do Rei Pelé, que pacificamente faleceu no dia de hoje. Em sua jornada, Edson encantou todos com sua genialidade no esporte, parou uma guerra, fez obras sociais no mundo inteiro e espalhou o que mais acreditava ser a cura para todos os nossos problemas: o amor. A sua mensagem em vida se transforma em legado para as futuras gerações. Amor, amor e amor, para sempre.”, foi dito.

    O Atleta do Século XX havia se submetido a uma cirurgia para tratar o câncer em setembro de 2021 e a partir de então seguiu o tratamento com sessões de quimioterapia. No entanto, no início de 2022 exames apontaram que a doença havia se espalhado para intestino, pulmão e fígado, o que dificultou muito o tratamento.

    Além da esposa Márcia, com quem estava casado desde 2016, e do filho Edinho, Pelé deixa mais 5 filhos e a mãe, dona Celeste, que está com 100 anos e ainda mora em Santos.

    A lendária carreira de Pelé

    O início da carreira de Pelé se deu no dia 7 de setembro de 1956, quando o Rei tinha apenas 15 anos. Naquele dia o jovem Edson, filho de seu Dondinho e dona Celeste, vestiu a camisa do Santos pela primeira vez numa partida contra o Corinthians de Santo André, fazendo um bom jogo e marcando o seu primeiro gol na vitória do time da Vila Belmiro por 7×1.

    Pelo Santos o Rei do futebol jogou 18 anos, ganhando diversos títulos e marcando 1.091 gols em 1.116 jogos disputados. O milésimo gol do lendário camisa 10 do “peixe” foi marcado em 19 de novembro de 1969, em um jogo contra o Vasco da Gama no Maracanã, quando Pelé tinha apenas 28 anos de idade e 13 de carreira.

    Quando estava perto de se aposentar, Pelé se transferiu para o New York Cosmos, time norte-americano onde jogou entre 1975 e 1977, marcando 65 gols e ganhando um título nacional pelo clube.

    Já na Seleção Brasileira, onde fez história vestindo o manto verde e amarelo, o Atleta do Século estreou em 1957, com apenas 16 anos de idade. Na sua estreia na Seleção Brasileira, Pelé marcou um gol num jogo contra a Argentina que foi válido pela Copa Rocca. No ano seguinte, na Copa do Mundo da Suécia, Pelé foi o destaque do Brasil na campanha que levaria ao primeiro dos 5 títulos mundiais da Seleção Canarinho.

    Pela Seleção, o maior jogador de futebol de todos os tempos fez 113 jogos e marcou 95 gols, segundo a CBF. A FIFA considera apenas 77 gols marcados em 91 partidas, levando em consideração apenas jogos oficiais contra outras seleções. Na época em que Pelé desfilava pelos gramados, era comum que seleções enfrentassem clubes, mas a entidade máxima do futebol não mais contabiliza esses encontros.

    Ao todo, a carreira do Rei acumula 1.282 gols em 1.364 partidas disputadas na Seleção Brasileira e nos clubes onde atuou. Além disso, Pelé acumulou 37 títulos oficiais (incluindo os 3 títulos mundiais com a Seleção Brasileira) e inúmeros outros títulos extraoficiais, indicações e homenagens até mesmo fora do mundo do futebol. Ao terminar a carreira, o eterno Edson Arantes do Nascimento ostentava uma média geral de 0,93 gols por jogo.

    Personalidades lamentam a morte do Rei do futebol

    Como não poderia deixar de ser, a morte de Pelé comoveu muitas personalidades de dentro e de fora do mundo do futebol. Neymar Jr., considerado o maior craque da geração atual de jogadores brasileiros, fez a sua homenagem em uma postagem no Instagram. “Antes de Pelé, “10” era apenas um número.”, iniciou. “O futebol e o Brasil elevaram seu status graças ao Rei! Ele se foi, mas a sua magia permanecerá. Pelé é eterno!”, concluiu.

    Lionel Messi, um dos maiores craques da atualidade e campeão mundial com a Argentina na Copa do Catar, foi sucinto nas suas palavras. “Descanse em paz, Pelé”, disse ele. Já Marta, eleita seis vezes como melhor jogadora do mundo, expressou a sua admiração pelo Rei de forma mais abrangente. “Meu Rei, Nosso Rei! Muito Obrigada! Você mostrou, ou melhor, ensinou com arte e maestria, ao mundo, o poder, único, e de escala global, de fomento, mobilização e engajamento do nosso tão amado esporte! Pelo seus pés, fomos e continuaremos sendo abençoados pela sua arte! Te amo Rei! Descanse em paz!”, falou.

    Ronaldo Nazário, o Ronaldinho, considerado por muitos como o maior centroavante da história, também reverenciou a lenda do futebol. “Único. Genial. Técnico. Criativo. Perfeito. Inigualável. Aonde Pelé chegou, ficou. Sem nunca ter saído do topo, ele nos deixa hoje. O Rei do futebol – um só. O maior de todos os tempos.”, afirmou.

    O craque português Cristiano Ronaldo, ganhador de cinco bolas de ouro da FIFA, também homenageou o Rei. “Um mero “adeus” ao eterno Rei Pelé nunca será suficiente para expressar a dor que abraça neste momento todo o mundo do futebol. Uma inspiração para tantos milhões, uma referência do ontem, de hoje, de sempre.” disse ele.

    Dentre tantos jornalistas que lamentaram a morte do maior futebolista de todos os tempos, o apresentador Tiago Leifert expressou a importância de Pelé para o jornalismo esportivo brasileiro. “Somos o país do futebol porque graças a Deus você nasceu aqui. Todos nós jornalistas esportivos devemos nossa carreira ao dia que você resolveu jogar bola e a partir dali inspirou gerações e gerações de fãs e jogadores. Obrigado ao menino que desde os 17 anos só nos deu alegrias e hoje, pela primeira vez, nos faz chorar. De orgulho. Obrigado, Majestade. O Rei está morto, vida longa ao Rei”, disse Leifert.

    Fausto Silva, o Faustão, também fez questão de homenagear o Rei em seu programa, na Band, falando sobre a personalidade do eterno camisa 10. “Eu convivi com Pelé e por isso, por tudo que ele fez, a simplicidade foi o que mais me emocionou e surpreendeu. O cara que nunca perdeu a calma no tratamento com o público. Ele sempre separou o Pelé do Edson Arantes do Nascimento. Porque Pelé sempre foi sinônimo de perfeição, e esperavam que o Edson Arantes do Nascimento também fosse. Futebol tem nome a partir desse cara. É Pelé”, afirmou.

    O que temos a dizer?

    São milhares e talvez milhões as homenagens ao eterno Rei do futebol. Tantas são que seria humanamente impossível descrevê-las todas aqui. Absolutamente todos estão lamentando a partida de Edson Arante do Nascimento e também de Pelé, como ele mesmo gostava de expressar, separando o seu “eu normal” da lenda do esporte.

    Nós, que fazemos o Revista dos Famosos, também queremos expressar de forma singela a nossa admiração pelo homem, a lenda, o ícone capaz de parar guerras, de salvar vidas, que foi o Rei Pelé. Talvez daqui há muitos anos surja um ídolo esportivo como ele foi, mas até hoje é totalmente vazio afirmar que qualquer outro tenha chegado perto da sua genialidade, da sua capacidade de revolucionar uma prática esportiva. Pelé não ganhou a alcunha de Rei à toa. E, quer saber? A impressão que fica é que chamá-lo de Rei do futebol ainda é pouco, porque ele é o futebol e o futebol é ele. Descanse em paz, Rei Pelé!

  • Fábio Porchat se pronuncia após treta com GKay

    Fábio Porchat se pronuncia após treta com GKay

    O humorista Fábio Porchat usou o seu momento de participação no Melhores do Ano da Globo, exibido no último domingo (25) durante o Domingão com Huck, para fazer uma piada utilizando o nome da influenciadora Gessica Kayane, a popular GKay.

    Quando convidado a falar sobre o também humorista e apresentador Jô Soares, falecido recentemente, Porchat questionou de forma jocosa como seria se Jô tivesse que entrevistar GKay. “O Jô é um dos maiores gênios da comédia. Transformou a vida de muita gente, não só pelo seu humor, mas pela possibilidade de abrir as portas do seu programa pro mundo. E eu devo muito a ele. Eu olho o Jô e fico pensando: ‘O que ele faria com a GKay, né Tatá? Na frente dele? Foi por isso que ele preferiu nos deixar às vezes…’”, brincou.

    Nada satisfeita com a brincadeira, Gessica Kayane usou a sua conta no Twitter para retrucar a fala de Fábio Porchat. “Você dizer que uma pessoa preferiu ir embora do que me entrevistar realmente não tem noção alguma do quanto isso me fere em mil lugares. Primeiro, pois sei o que é perder alguém. Segundo porque ser entrevistada pelo Jô era um dos meus sonhos e terceiro porque eu devo ser um lixo enorme”, disparou.

    Gkay prosseguiu o seu desabafo citando o fato de estar passando o Natal com sua família. “Cansada de ser essa piada de merda para as pessoas, de ser chacota, de ser escória, de ser tratada… sei lá, cara, só estou em casa com minha família vendo filme e é isso que recebo. Tive que sair da sala pra ir chorar no quarto e minha mãe não ver porque não quero estragar o natal dela. Tô cansada de verdade, sabe, gente. Cansada mesmo. Na verdade, estou exausta porque eu não sei o que fiz para as pessoas me odiarem tanto, me humilharem tanto, dia após dia e agora até em rede nacional, mostrando que eu sou uma piada no sentido ruim para o Brasil inteiro”, reclamou a influenciadora.

    Porchat se defende

    Depois do retruque de Gkay às suas piadas, Fábio Porchat decidiu vir a público para explicar o ocorrido em um vídeo postado nas suas redes sociais. “A minha piada com a GKay no Melhores do Ano foi sobre a participação horrível dela na Tatá Werneck”, começou. “Se vocês não viram, vale a pena ver. Foi uma participação estranhíssima, ela babava, saiu correndo, a Tatá ficou apavorada e todo mundo viu isso. Todo mundo riu, todo mundo falou: ‘Meu Deus, que loucura! Por qual motivo essa menina fez isso? O que essa menina tem?’. No Melhores do Ano o que eu falei? ‘Meu Deus, imagina entrevistar a GKay. Nem o Jô conseguiria.’ A piada não foi sobre morte de ninguém. A piada não é humilhando ninguém. A piada é simplesmente dizendo que seria uma loucura entrevistar a GKay e que nem o Jô conseguiria. Essa é a piada”, prosseguiu.

    Porchat ainda reforçou que a sua piada nada teve a ver com a morte de Jô Soares. “O Jô não morreu por causa da GKay. Eu não fiz uma piada brincando com a morte do Jô. (…) Quando eu digo que o Jô preferiu ter ido do que entrevistar a GKay, não foi que o Jô se suicidou ou quis a morte. Não teve nada disso! Não forcem a barra!”, insistiu.

    Sobre GKay ter dito que a piada feita no Melhores do Ano teria estragado o Natal dela, Fábio Porchat afirmou que a responsável por ter arruinado seu Natal foi a própria influenciadora. “Eu acho que o natal dela foi estragado por causa do ano dela. A GKay fez uma participação estranhíssima na Tatá Werneck, muito ruim mesmo e virou motivo de chacota. A GKay fez um filme que foi um fracasso de público, fracasso de crítica e não estou dando a minha opinião, eu não vi o filme. Ela foi muito criticada como atriz”, opinou o contratado da Globo.

    Ainda falando sobre esse assunto, já perto de finalizar a sua fala, o humorista citou algumas acusações sobre o comportamento de Gessica Kayane nos bastidores. “Ela recebeu um monte de notícias dizendo que ela maltrata funcionários, que ela trata mal as pessoas, que ele trata mal a produção, que ela é uma estrela, que ela não sabe lidar, relatos de colegas, comediantes e todo mundo dizendo que não tem como trabalhar com ela e que ela é insuportável. Tudo isso fez o natal dela ser miserável. A minha piada dizendo que é difícil entrevistar a GKay, desculpa, não tem nada de humilhante”, completou. Até o fechamento dessa matéria, GKay não havia se pronunciado sobre as novas falas de Fábio Porchat.

  • Juliano Cazarré desabafa após ser atacado na internet

    Juliano Cazarré desabafa após ser atacado na internet

    O ator Juliano Cazarré, que recentemente interpretou o personagem Alcides na novela Pantanal, veio a público externar a sua indignação após sofrer ofensas na internet. Alguns dos seguidores do artista foram ao seu Instagram criticá-lo por causa da postura mais séria que adotou durante o programa Melhores do Ano, que foi ao ar neste domingo (25), no programa Domingão com Huck.

    Em um vídeo com mais de 9 minutos de duração postado no feed da sua conta na rede social, Juliano Cazarré explica que a sua postura não era de mau humor, como diziam alguns haters. Em alguns dos comentários ofensivos, os internautas apontavam que Cazarré estaria de chateado porque a maioria dos colegas de Globo são de esquerda, enquanto ele se declara conservador e de direita.

    Durante o ápice do seu desabafo, Juliano Cazarré citou o fato de estar lutando pela vida de uma das filhas e chamou os haters de “canalhas”. A filha, no caso, é a caçula, Maria Guilhermina, que sofre de uma síndrome rara. “Vocês entram aqui no Instagram de um pai de família, um cara que tá cuidando de uma criança no hospital, com um monte de filho, para ficar me xingando por causa de Bolsonaro e Lula? Sabe? Vão tomar banho, meu irmão. Desde que Bolsonaro assumiu, eu nunca coloquei uma frase sobre esse governo aqui no meu Instagram. Procurem aí e botem uma frase minha sobre ele. Seus canalhas!”, esbravejou.

    Seguindo a sua fala, Juliano reafirmou o fato de não ser de esquerda e disse torcer para que o Brasil seja próspero. “Agora, eu não sou de esquerda. Eu tô preocupado com esse governo aí. Agora vai ter que governar, meu irmão. Vocês ganharam? Ótimo, agora vai governar. Agora parou discursinho. Eu sou brasileiro, eu quero o melhor para o meu país. Eu quero um Brasil próspero.”, disse. O ator ainda disparou contra aqueles que estão incomodados por causa do seu jeito sério. “Vocês são chato para caralho, meu irmão. Eu não sou obrigado a rir o tempo todo, eu não fico o tempo todo rindo, não. Quem fica o tempo todo rindo é imbecil”, pontuou.

    Antes de finalizar o seu pronunciamento, Juliano Cazarré contou que a cerimônia dos melhores do ano atrasou, o que o deixou um tanto incomodado. “Eu sou um cara pontual, eu cheguei lá às 15h, o programa foi começar atrasado, lá para as 17h. Eu tava contando que, se o programa começasse às 15h, ia terminar 18h30, 19h e eu ia voltar para casa e poderia render a babá. E o programa foi se alongando, foi se alongando, foi se alongando. Então eu estava angustiado com isso. Eu precisava voltar para casa para ficar com as crianças”, descreveu o ator.

  • Ernesto Paglia é demitido da Globo após 44 anos na emissora

    Ernesto Paglia é demitido da Globo após 44 anos na emissora

    Foi anunciada nesta segunda-feira (26), a demissão do jornalista Ernesto Paglia, de 63 anos, que estava na Globo há 44. O responsável por anunciar o desligamento foi o diretor de jornalismo da emissora, Ali Kamel, que recentemente também assinou a carta de demissão de Edney Silvestre, outro ícone do jornalismo global.

    Casado com a também jornalista e funcionária da Globo Sandra Annenberg desde 1994, Ernesto Paglia começou a sua carreira em 1979, quando ainda cursava jornalismo. O seu primeiro emprego foi na Rádio Jovem Pan, onde trabalhou como repórter. Demitido por participar de uma greve, Paglia foi então contratado pela Globo para atuar como repórter também.

    Na Globo, Ernesto Paglia atuou em coberturas esportivas, com a da Copa do Mundo da Espanha, em 1982. Quatro anos depois, em 1986, o jornalista foi enviado a Londres para ser correspondente da emissora no norte da Europa, onde ficou até 2001 entre duas estadias na função.

    Além disso, Ernesto também participou de coberturas internacionais importantes, como algumas guerras no Oriente Médio. Nos últimos anos, o esposo de Sandra Annenberg estava atuando como repórter especial na criação de reportagens para programas como Fantástico e Globo Repórter, que é apresentado pela esposa.

    A despedida de Ernesto Paglia

    Quando foi informado da não renovação do seu contrato, Ernesto Paglia decidiu se pronunciar através de uma nota oficial. Em determinado ponto, o jornalista agradeceu aos colegas de trabalho. “Nesta despedida da Globo, não posso deixar de agradecer às companheiras e companheiros que tanto me ensinaram, jornalistas com quem compartilhei dias e noites de trabalho, nas Redações de todos os programas para os quais produzi”, disse.

    Mas à frente, Paglia se despediu prometendo continuar a carreira. “Ainda há muitas por contar. As novas tecnologias multiplicaram as telas. E acredito ainda ter muito a oferecer como jornalista, ofício que me dá enorme orgulho. Parafraseando um velho slogan, a gente se vê por aí”, finalizou.

    Agora, veja na íntegra o comunicado emitido por Ali Kamel para anunciar o desligamento do jornalista:

    “Recém terminada a Copa do Catar, pensei em começar este texto relembrando um episódio ocorrido há quarenta anos em Madri.

    A Itália tinha conquistado o tricampeonato, eliminando, no caminho, a reverenciada Seleção Brasileira de Zico, Sócrates [1954-2011], Júnior e Falcão, na chamada Tragédia do Sarriá. A Squadra Azzurra de Paolo Rossi [1956-2020] começara a competição desacreditada, tão criticada que os jogadores decidiram fazer voto de silêncio, uma greve de entrevistas: eles se recusavam a falar com jornalistas italianos.

    Um jovem repórter da TV Globo, fluente em italiano, tinha sido escalado para acompanhar desde os primeiros treinos o time comandado pelo técnico Enzo Bearzot [1927-2010]. Foi ganhando confiança e conseguindo furos que encheram de inveja os colegas europeus. No dia 11 de julho, quando a Itália venceu a Alemanha e levantou a taça do tri, nosso repórter foi interrompido, de forma rude, durante uma entrevista com Bearzot. ‘Somos italianos, fale conosco’, disseram cinegrafistas da Rai, com arrogância. Bearzot respondeu com um abraço e um beijo no jornalista da Globo. ‘È un bravo ragazzo’.

    Aquele jovem repórter era Ernesto Paglia, então cobrindo a primeira de oito Copas do Mundo. Mesmo sendo, em suas próprias palavras, ‘impermeável ao futebol’, Paglia sabe contar histórias, com texto refinado e generosidade. Esse talento o transformou num dos nomes essenciais do telejornalismo brasileiro.

    Filho de mãe argentina e pai italiano, também jornalista, Paglia se formou na USP [Universidade de São Paulo] e chegou à Globo em 1979, por indicação de Carlos Monforte. O início foi no turno da madrugada, mas em pouco tempo, depois de emplacar reportagens no Jornal Nacional, Paglia ganhou um quadro no Bom Dia São Paulo. Batia à porta de personalidades bem cedo, montava o set e se preparava para entrevistas ao vivo, durante o café da manhã.

    Destacou-se rapidamente. Participou de coberturas emblemáticas no início da década de 80: greves do ABC, visita do Papa João Paulo 2º [1920-2005], Diretas Já. Convidado para o Globo Repórter em 1983, Paglia levou prêmio internacional com um programa, roteirizado por Fernando Gabeira, sobre o cacique Mario Juruna [1943-2002], então o primeiro indígena eleito deputado federal.

    Foi correspondente em Londres duas vezes. A primeira delas, de 1986 a 1989. Numa época de grandes transformações no cenário geopolítico, gravou com líderes mundiais, como Gorbachev [1931-2022] e Margaret Thatcher [1925-2013]. Acrescentou ao currículo o jornalismo de guerra, com reportagens no Iraque, durante o conflito sangrento contra o Irã.

    Cobriu a Segunda Intifada e a invasão americana ao Afeganistão. A prisão de Slobodan Milosevic [1941-2006] e a libertação de Nelson Mandela [1918-2013]. A Rio-92 e o avanço do desmatamento na Amazônia, em anos recentes. Nas últimas quatro décadas, o público brasileiro se acostumou a ser bem informado por Ernesto Paglia, sempre com inteligência e sensibilidade.

    Viajou pelo Brasil de ponta a ponta no quadro JN no Ar, concebido por mim e exibido durante as eleições de 2010. Em busca do que de melhor e pior uma cidade podia oferecer, os destinos eram definidos por sorteio, uma cidade diferente a cada dia, o que impedia prefeitos e governadores de fazer maquiagens de última hora. E Paglia cruzava o país de jatinho com a equipe, sem saber como seria a próxima reportagem, o que iria encontrar. Às vezes, pegava uma turbulência e fazia piada cantando ‘Segura na mão de Deus’. A experiência no comando do quadro virou livro, lançado em 2011.

    A carreira ofereceu a oportunidade de unir trabalho e paixões. Colecionador de carros antigos, teve o privilégio de dirigir em Interlagos com Ayrton Senna [1960-1994] no banco do carona. Fascinado por mergulho, viveu inúmeras aventuras submarinas, mundo afora, e apresentou durante quatro anos o programa Globo Mar [2010-2013], concebido por Humberto Pereira e dirigido por Terezoca e Teresa Cavalleiro.

    Paglia passou por todos os telejornais e fez parte do time que lançou a Globonews, em 1996. Teve uma segunda temporada no Globo Repórter. Foi um dos 16 repórteres escolhidos para falar dos 50 anos do jornalismo da Globo, na série do Jornal Nacional exibida em 2015.

    Nos últimos dez anos, Paglia se dedicou ao Fantástico e esteve à frente de quadros como Vai Fazer o Quê?, que promovia uma espécie de experimento social, testando a reação de pessoas diante de situações de discriminação e injustiça. Entrevistou a filipina Maria Ressa, vencedora do Prêmio Nobel da Paz, ano passado; foi à Guatemala, na cobertura dos estragos causados pela erupção do Vulcão de Fogo, que matou 200 pessoas em 2018 –para citar apenas alguns exemplos.

    Depois de quase 44 anos, anuncio com esse e-mail que Paglia encerra no dia 31/12 sua trajetória na Globo. Termina o ciclo de um repórter brilhante, referência para todos nós. O filho do Gerardo e da Haida; o pai do Bernardo, do Frederico e da Elisa; o marido da Sandra; o Bochecha, como era chamado na infância, um colega gentil e acolhedor. E deixará um legado irretocável.

    Sua última reportagem no Fantástico foi exibida ontem, dia 25 de dezembro. Uma viagem que relembra outro grande acontecimento de 1982, o ano da Copa da Espanha: a Guerra das Malvinas (ou Falklands, para os britânicos), entre Argentina e Inglaterra.

    Mas ainda poderemos apreciar um pouco mais da maestria de Ernesto Paglia nas telas da Globo. O bravo Ragazzo deixa pronto um Globo Repórter especial, parte das comemorações de 50 anos do programa. E há em gestação um projeto de documentário para o Globoplay.

    Ao Paglia, em meu nome e no da Globo, o nosso muito obrigado.

    Ali Kamel”.

  • No elenco de Wolf Pack, Rodrigo Santoro comenta sobre o projeto

    No elenco de Wolf Pack, Rodrigo Santoro comenta sobre o projeto

    O ator Rodrigo Santoro, conhecido por papéis em filmes e séries internacionais, concedeu uma entrevista durante a realização da CCXP, um dos maiores eventos de cultura pop do Brasil, que foi realizado em São Paulo. Santoro está no elenco da nova série Wolf Pack, da Paramount+, que estreia no dia 27 de janeiro.

    Quando perguntado sobre o seu sentimento em estar fazendo mais uma produção internacional, Rodrigo Santoro citou o orgulho que tem em representar o Brasil onde quer que vá. “É uma honra poder representar nosso país de alguma forma. Eu me empenho sempre em divulgar a potência da nossa cultura por onde eu passo. Sempre tento quebrar estereótipos com os meus personagens”, disse.

    Rodrigo falou ainda do seu personagem em Wolf Pack, o guarda florestal Garrett Briggs. “Ele se dedica à proteção ambiental, tem dois filhos adolescentes e uma condição particular. Eles são parte humanos e parte animais. Garrett é capaz de qualquer coisa para proteger os seus filhos de ameaças externas e de si mesmos. É um homem de valores muitos forte e que guarda segredos muito grandes. É um homem que vive em conflito. O primeiro conflito é da paternidade e depois um dilema moral. Está no centro da ação”, comentou.

    O ator também respondeu sobre o fato de Wolf Pack ter um gênero no qual ele nunca tinha atuado. Rodrigo citou ainda a atriz Sarah Michelle Gellar, com quem contracena na série. “Ela é uma veterana neste gênero e é a primeira vez que me aventuro nesta narrativa. Foi muito útil estar com essa pessoa que entende. A gente teve muita química muito grande. Ela é bem humorada e divertida. A experiência foi muito prazerosa por causa disso”, falou.

    Antes de finalizar a sua entrevista, Rodrigo Santoro expressou como está sendo contracenar também com atores mais jovens que ele. “Os atores mais novos, apesar de não terem muita experiência, são muito talentosos. Foi uma experiência revigorante. Às vezes fico concentrado demais e eles trazem essa coisa da juventude. Pude me nutrir disso”, admitiu.

  • Fernanda Lima não trabalhará mais na Globo em 2023

    Fernanda Lima não trabalhará mais na Globo em 2023

    Segundo informações de bastidores que foram confirmadas pelas partes envolvidas, o contrato da Globo com a modelo e apresentadora Fernanda Lima não será renovado em 2023. A artista já está na Globo há 18 anos e possui vínculo com a emissora até janeiro do próximo ano. Agora, Fernanda terá liberdade para assinar contrato com outras emissoras e serviços de streaming, como outros ex-globais estão fazendo.

    Na emissora carioca, Fernanda Lima, que também é esposa do apresentador Rodrigo Hilbert, atuou em várias frentes. Em especial, destaca-se o período de quase 10 anos em que Fernanda esteve à frente do programa Amor & Sexo. Ela também comandou os programas Superstar (2014-2016) e Popstar (2017), além de ter feito participações como atriz nas novelas Bang Bang (2005) e Pé na Jaca (2006).

    Antes de chegar à Globo, Fernanda Lima trabalhou no extinto canal por assinatura MTV e também na RedeTV!, tendo chegado à emissora da família Marinho em 2005, para substituir Angélica na apresentação do programa Video Game. Na época, a mulher de Luciano Huck estava cumprindo licença maternidade após dar à luz a Joaquim, o primeiro filho do casal.

    A apresentadora comentou o fim do ciclo na Globo

    Em entrevista concedida ao portal iG, Fernanda Lima expressou um pouco da sensação de ficar sem contrato fixo depois de quase duas décadas. “É uma segurança que a gente tem muito grande, onde eu pude criar o maior projeto da minha vida, que foi o Amor & Sexo. Então, é claro que a gente fica: ‘Nossa, vou ficar um pouco órfã’”, disse.

    Fernanda disse ainda que apesar de tudo, agora poderá analisar melhor os projetos com mais liberdade. “Ao mesmo tempo, dá uma sensação de liberdade, de que novas coisas vão acontecer. Durante todo esse processo, fui muitas vezes procurada, assediada. Então, é legal saber que eu vou poder olhar para outros projetos e, talvez, aceitar outras coisas”, concluiu ela.

  • Edney Silvestre é demitido da Globo após 30 anos de contrato

    Edney Silvestre é demitido da Globo após 30 anos de contrato

    Atualmente com 72 anos de idade, o repórter Edney Silvestre, um dos mais experientes da Globo, teve a sua demissão anunciada pela emissora. A informação foi confirmada pelo diretor de jornalismo da empresa, Ali Kamel.

    Edney estava na Globo desde 1992, tendo sido correspondente especial da emissora nos Estados Unidos entre 1996 e 2002. O repórter foi responsável por cobrir os atentados de 11 de setembro de 2001, além de fazer coberturas jornalísticas especiais em países em conflito, com o Iraque. Nos últimos anos, Edney Silvestre estava produzindo reportagens especiais para o Globo Repórter.

    Em paralelo à sua atuação no núcleo de jornalismo global, Edney Silvestre também é dramaturgo e escritor. Nesse escopo, em 2010, o profissional chegou a ganhar o prêmio Jabuti por causa do romance Se Eu Fechar os Olhos Agora, que acabou virando uma minissérie na Globo. Edney também já foi o vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura.

    Edney lamentou a demissão

    Nesta segunda-feira (19), Edney Silvestre gravou um vídeo em que expressou de forma emocionada como está se sentindo em face da sua saída da Globo.

    O jornalista começou o vídeo relembrando a sua primeira vez na TV. “A primeira vez que você me viu na telinha da Globo eu estava vestido assim, bem formal. Era uma noite de inverno, em dezembro, fria, em plena Broadway. Isso foi há 26 anos atrás, tudo passa. Hoje vim aqui para me despedir. Estou aqui depois de uma série de reportagens, de entrevistar grandes estrelas de Hollywood, cobrir o Oscar, mostrar o melhor de nós, brasileiros”, disse.

    Já para o fim do seu pronunciamento, Edney explicou que agora os espectadores poderão vê-lo desempenhando outros trabalhos. “Você vai me ver em palestras, apresentações de eventos, conferências, em uma nova minissérie, e também nos meus livros. Não nos meus romances e em livros de contos, mas em livros de reportagens. Hoje estou aqui mesmo para agradecer por esses 26 anos de apoio e carinho. Não é um adeus, é um tchau. Até breve ou até já”, finalizou.

    Ali Kamel, diretor de jornalismo da Globo, escreveu uma carta para falar da demissão de Edney Silvestre. Leia na íntegra:

    “Há exatamente 30 anos, eu me tornei colega de Edney Silvestre. Eu era diretor da sucursal do Globo em Brasília quando, numa visita ao Rio, Evandro Carlos de Andrade, então diretor de redação do jornal, me chamou para comentar uma coluna que Edney acabara de estrear no Ela.

    Evandro estava empolgado com o estilo de Edney, aquele olhar agudo para o que acontecia ao redor dele e no mundo, um texto às vezes irônico e ferino, mas sempre verdadeiro e elegante.

    Quando voltei ao Rio, esse ritual entre mim e Evandro em torno de uma crônica de Edney se repetiu muitas vezes, com Evandro às vezes soltando uma gargalhada com alguma tirada do cronista –e tenham certeza de que Edney não fazia humor, a risada de Evandro era de satisfação.

    A paixão de Edney pelas palavras surgiu ainda na infância. É um leitor voraz desde menino, quando frequentava assiduamente a biblioteca de Valença, cidade onde nasceu, no interior do Rio. O trabalho na imprensa começou como datilógrafo e tradutor na Manchete Press, a agência de notícias da Bloch editores.

    Não passou muito tempo até que ele estivesse escrevendo reportagens para as revistas Fatos e Fotos e Manchete. Ainda nos anos 70, colaborou com o lendário Pasquim.

    Em paralelo, trabalhou na área de publicidade e dirigiu documentários para o Canal 100, de Carlos Niemeyer. Dirigiu também o curta-metragem “O Noivado”, filmado em 16mm –que rendeu a ele o prêmio de melhor filme experimental em um festival organizado pelo Jornal do Brasil. A experiência com áudio-visual rendeu a Edney o convite para trabalhar numa produtora em Nova York, para onde se mudou em 1991.

    Foi em Nova Yorque que Edney recebeu o convite da saudosa Mara Caballero, então editora do Ela. E foi de lá, com seus quarenta e tantos anos e muita experiência, que Edney se reinventou como cronista e encantou Evandro, a mim e a uma legião de leitores.

    Quando Evandro veio dirigir o jornalismo da Globo, em 1995, logo recebeu um projeto de Edney: um programa de entrevistas com personalidades da área cultural. E, assim, já em 1996, ano em que a GloboNews foi ao ar, Edney se tornaria um dos primeiros apresentadores do programa Milênio, ao lado de Paulo Francis, nos Estados Unidos, e de William Waack, na Europa.

    Daí a ser correspondente da Globo em Nova York foi um pulo, um movimento que muitos consideraram uma ousadia do Evandro. Afinal, uma coisa era ter um texto primoroso ou mesmo ser um bom entrevistador. Outra, todos que fazem televisão sabem, era ser um bom repórter de TV: era preciso ser gostado pela câmera, ter um ‘dom’ a mais que é difícil de definir mas que, ao ver o bom e o mau repórter no ar, todo mundo entende o que é.

    Nas primeiras reportagens, muitos colegas estranharam, mas, em poucos dias, Edney encontrou o seu estilo, revelou aquele ‘dom’ a que me referi e, de lá para cá, vem brilhando por onde passa.

    Edney fez parte do time que participou da cobertura do 11/9 em 2001 e estava, com sua marca naquela edição histórica do Jornal Nacional daquele dia (aliás, ele e Jorge Pontual foram os primeiros repórteres brasileiros a chegar ao ao Marco Zero nos dias seguintes).

    Antes disso, cobriu o escândalo envolvendo o então presidente americano Bill Clinton e a estagiária da Casa Branca, Mônica Lewinsky, e a visita do Papa João Paulo 2º a Cuba. E esteve no Iraque, dez anos depois da Guerra do Golfo, para mostrar as condições precárias em que viviam os iraquianos sob o regime de Saddam Hussein.

    As histórias humanas sempre mereceram uma atenção especial, um olhar mais atento de Edney. Em 2002, ano em que voltou ao Brasil como repórter especial na editoria Rio, participou da série Cidadania, produzida no período que antecedeu a eleição presidencial, quando mostrou aos eleitores como era possível lutar por seus direitos e escolher bem seus representantes.

    Foi dele também a ideia que deu origem ao programa Brasileiros, dirigido por Maria Thereza Pinheiro e Teresa Cavalleiro. Ao lado dos repórteres Neide Duarte e Marcelo Canellas, Edney contava histórias de cidadãos que se dedicam a melhorar a vida de pessoas com menos oportunidades.

    Como repórter exclusivo do Globo Repórter nos últimos anos, a sensibilidade para esse tipo de reportagem ganhou ainda mais espaço. Foram muitos os programas em que Edney tirou dos personagens declarações emocionantes, como no episódio Vencendo o Preconceito, quando ele conseguiu fazer com que os entrevistados falassem sobre o momento em que se reconheceram preconceituosos e conseguiram mudar.

    Paralelamente a tudo isso, Edney construiu uma bem-sucedida carreira na literatura. É um escritor premiado e teve uma das obras transformada em minissérie pelos estúdios Globo. Se Eu Fechar os Olhos Agora foi finalista do Emmy Internacional.

    Seus livros são sucesso de crítica e público e vão continuar a ser. O escritor de hoje começou há 30 anos e a admiração que tenho por ele também. O menino que passava horas na biblioteca de Valença hoje dá nome a uma biblioteca comunitária, numa favela de Realengo, no Rio de Janeiro. É uma homenagem justa.

    Depois de 30 anos brilhando no Globo e aqui, Edney encerra seu ciclo no nosso jornalismo. Deixa sua marca e um legado. Que aqueles que queiram desbravar 30 anos ou mais à frente, não importa a idade ou experiência, se inspirem nele.

    Ao Edney, colega de profissão e amigo, muito obrigado, Ali Kamel”, disse.

  • Polícia do Rio desmente Thiago Rodrigues sobre suposto assalto

    Polícia do Rio desmente Thiago Rodrigues sobre suposto assalto

    Por meio de sua assessoria de imprensa, a Polícia Civil do Rio de Janeiro veio a público desmentir o ator Thiago Rodrigues, que diz ter sido assaltado e espancado no dia 11 de dezembro, quando saia de uma festa na Gávea, zona sul da capital fluminense. A Polícia teve acesso a imagens de câmeras de segurança que flagraram o momento em que Thiago tentou sentar em uma cadeira e caiu no chão, o que possivelmente foi a causa dos ferimentos profundos na cabeça que o ator sofreu.

    No último domingo (18), o programa Domingo Espetacular, da Record TV, exibiu uma matéria sobre o caso. Na apresentação do material é possível ver as mesmas imagens que foram entregues à Polícia Civil, onde fica claro que na praça Santos Dumont, local onde supostamente Thiago Rodrigues foi atacado por 5 homens, estava acontecendo uma feira livre onde o ator se acidentou.

    A delegada que está cuidando do caso, Bianca Lima, falou sobre o ocorrido. “Aqui na delegacia, ele simplesmente disse: eu não me recordo do que aconteceu”, disse ela. “Assim que soubemos, iniciamos a diligência. Comprovamos que ele não foi vítima. Ele afirmou que saiu de um evento com uma amiga e ela deixou ele em um lugar, que bate com as imagens que temos. Podemos afirmar que é ele nas imagens da feira”, completou.

    Testemunhas do caso

    Segundo informações colhidas pela CNN, a PC-RJ solicitou o depoimento de algumas pessoas que teriam testemunhado o acidente sofrido por Thiago Rodrigues. Uma dessas testemunhas foi o montador Anderson Peixoto, que diz ter falado com o ator. “Assim que ele chegou eu falei com ele, e ele disse que estava esperando o Uber. Não queria descer da barraca”, relatou.

    Outra testemunha foi Cláudia Magalhães, a mulher que recolheu os pertences de Rodrigues quando ele caiu no chão. “Quando vi a cabeça dele toda aberta, ofereci para levá-lo ao hospital, mas ele disse que estava tranquilo. Eu ia pedir um Uber, mas ele disse que pegaria um táxi. Olhei no chão e tinha a carteira dele, com vários cartões de crédito, e a mochila estava toda aberta. Quando ele estava mais calmo, meu marido pegou uma água. Depois, ele pegou o boné para esconder o ferimento e foi embora de táxi”, disse ela.

    As investigações sobre o caso ainda estão em andamento, pois a Polícia quer apurar se Thiago Rodrigues se envolveu em uma confusão no Jockey Club do Rio de Janeiro antes de se acidentar. Além disso, o paradeiro do celular do artista também é investigado, uma vez que Thiago chegou à delegacia sem ele, afirmando que teria sido tomado de assalto. Quando procurado para comentar a matéria do Domingo Espetacular, o ator não quis se pronunciar.

  • Jornalista Luiz Carlos Azenha é demitido da Record após 14 anos

    Jornalista Luiz Carlos Azenha é demitido da Record após 14 anos

    Foi demitido da Record TV nesta quinta-feira (15) o repórter Luiz Carlos Azenha, um dos principais nomes do jornalismo da emissora. Azenha estava há 14 anos na Record e atualmente vinha atuando exclusivamente no Jornal da Record, onde produziu reportagens especiais sobre diversos temas.

    Segundo informações de bastidores confirmadas pelo portal Notícias da TV, do UOL, nem Luiz Carlos Azenha nem os seus colegas de redação, direção e produção esperavam a demissão, que gerou perplexidade. Ainda segundo informações, a demissão foi motivada por uma política de corte de gastos que está sendo implementada pelos chefões do jornalismo da Record TV.

    Luiz Carlos Azenha tem bastante experiência e, antes de trabalhar na Record, passou por emissoras como a extinta TV Manchete, onde atuou como correspondente nos Estados Unidos e cobriu a queda do Muro de Berlim. Entre 1994 e 1998, Azenha trabalhou no SBT, também como correspondente nos EUA. Ao fim do seu contrato com a TV de Silvio Santos, o jornalista se transferiu para a Globo, onde ficou entre 1999 e 2007.

    Na Globo, Luiz Carlos Azenha trabalhou mais uma vez como correspondente internacional e repórter especial em São Paulo, até ser demitido e contratado pela Record TV em meados de 2008. Pela emissora de Edir Macedo o profissional produziu inúmeras reportagens especiais tanto no Jornal da Record quanto no Domingo Espetacular, recebendo alguns prêmios, a exemplo do Prêmio Esso de Telejornalismo que ele faturou em 2013 pela atuação na série de reportagens A Criança e a Tortura.

    Quando procurado para falar sobre o futuro da carreira, Luiz Carlos Azenha não quis se pronunciar. Os responsáveis pela demissão do jornalista na Record TV também não quiseram comentar o caso, até o momento em que esse artigo foi ao ar.