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  • Nunca mais: justiça acaba com games “caça-níquel” da TV

    Nunca mais: justiça acaba com games “caça-níquel” da TV

    Os infames games “caça-níquel”, conhecidos por enganar os telespectadores, estão proibidos de serem exibidos na TV pela justiça.

    Programas fraudulentos como “Top Game” e “Game Show”, eram conhecidos por apresentar desafios relativamente fáceis de serem resolvidos e que ofereciam altas quantias de dinheiro a seus vencedores.

    Contudo, para responder às questões que apareciam na tela da TV, os participantes tinham que ligar para números que apareciam na imagem e é justamente aí onde estava o “roubo”.

    Depois de uma denúncia enviada ao Ministério Público do Rio de Janeiro por um telespectador, investigações sobre as fraudes começaram a acontecer.

    Segundo a vítima, ele teve que pagar cerca de R$ 400,00 de uma conta de telefone que veio com valores alterados por causa das ligações que fez para o “programa”.

    TV Bandeirantes enquadrada

    A denúncia feita ao MP-RJ era sobre um programa chamado Lig, exibido em meados de 2012 do canal de agronegócios Terra Viva, que integra o Grupo Bandeirantes.

    A partir daí, o Ministério Público começou a monitorar a Band e constatou que a emissora permanecia exibindo programas do tipo em horários de grande audiência, como manhãs de sábado e madrugadas.

    Os caça-níqueis até mudavam de nome para “despistar” os investigadores.

    Ao ser interpelada pela justiça, a Band assinou um TAC (Termo de Ajuste de Conduta), em que se compromete a não mais exibir esse tipo de atração em sua grade de programas.

    O acordo livrou a emissora paulista de pagar cerca de R$ 10 milhões em multas.

    Se por acaso voltar a exibir os “pega bobos”, o Grupo Bandeirantes terá que desembolsar R$ 50 mil por dia de exibição, como forma de punição.

    Segundo o MP, outras emissoras já foram autuadas pela mesma prática e tiveram processos semelhantes.

    Toda essa investigação contra os games caça-níquel e o seu desfecho, são uma vitória para o Ministério Público e para a ética.